Blog

03 Novembro 2016

Todo Problema Tem Solução

O principal desafio para resolver problemas é a pouca documentação sobre como problemas anteriores semelhantes ao atual foram resolvidos. As pessoas tendem a relaxar quando o problema já foi resolvido... e esquecer dessa etapa tão importante. Já imaginou como isso economizaria tempo e esforços? Pois é. Faça sua parte!

Você sabe que é um problema porque sabe qual é a solução. Se não soubesse, não tinha um problema. Você sabe o que está errado, porque conhece o certo. Você sabe que falta alguma coisa, ou que alguma coisa está fora do lugar.

 

Essa frase deriva de uma outra, de autoria de um psiquiatra norte-americano, Milton Erickson, que diz “no veneno está o antídoto”. É apenas conhecendo e estudando o veneno que se obtém o antídoto. A lógica funciona. O que não está contida na frase é a viabilidade da solução!

 

Então, como achar as soluções para os seus problemas?

 

Identifique claramente o problema, através de um diagnóstico ou análise detalhada:

 

Parece óbvio, mas não é. Muitas vezes as consequências ou sintomas de um problema são tomadas como o problema numa análise superficial.

 

O problema não é a febre. É a causa da febre. O problema não é o site cair toda vez que tem mais de 100 mil acessos simultâneos. Isso é a consequência do real problema.

 

Faça um brainstorm, pesquisa ou consulte especialistas:

 

Às vezes, os resultados de uma análise ou diagnóstico detalhados continuam dando margem à muitas interpretações ou possibilidades. Se puder, utilize um grupo de pessoas especialistas ou com experiência nesse tipo de problema e faça um brainstorm estruturado. Saia com uma shortlist de palpites a serem testados ou investigados mais a fundo. Outras opções para gerar a lista das possíveis causas e soluções são fazer pesquisa de casos semelhantes, para conhecer quais soluções foram utilizadas nessas situações, ou consultar especialistas que tenham experiência.

 

Tentativa e Erro:

 

Existem problemas que não tem uma solução óbvia ou pronta. Quando for possível, resolva logo. Mas existem problemas que precisam de alguns testes de hipóteses levantadas na fase de brainstorm/pesquisa ou testes de soluções possíveis até que se resolva em definitivo. Muitas vezes, o resultado desses testes é o material necessário para o diagnóstico mais preciso.

 

Não desista ao primeiro sinal de erro – nem no primeiro acerto:

 

Alguns problemas dão bastante trabalho para serem resolvidos, mas não apele para a força bruta no primeiro desafio. Muito menos abandone o problema se ele for rapidamente resolvido – teste algumas outras hipóteses ou mantenha um período de observação até ter certeza da resolução da causa-raiz. Existem casos em que os sintomas desaparecem, dando a ilusão de que o problema foi solucionado, mas algumas horas depois o problema reaparece!

 

Avalie as soluções possíveis e seu custo-benefício:

 

Muitas vezes a melhor solução ou a solução definitiva não é viável em termos de custo ou tempo, por isso há que se explorar as alternativas viáveis. Nesse caso, pode-se encontrar alguma solução de contorno ou paliativa para sustentar temporariamente as consequências e sintomas, enquanto a solução definitiva não chega. A fase de brainstorm/pesquisa é muito importante também para levantar todas as soluções de contorno possíveis, além das possíveis consequências na demora em resolver o problema.

 

Por exemplo: enquanto a infecção da garganta não vai embora, pois os antibióticos levam dias para agir, um antitérmico mantém a febre e outros sintomas sob controle.

 

Não abandone o projeto da melhor solução:

 

Muitas vezes, a urgência para resolver um problema desaparece junto com os sintomas. Se eles foram controlados com uma solução de contorno, muitas vezes a prioridade da solução definitiva é reduzida. Mas lembre-se do exemplo anterior: só o antitérmico não resolve o problema e, se a solução definitiva não for bem aplicada (tomar antibióticos direito), o problema pode piorar. E aí não tem paliativo que dê conta.

 

Ufa.... e agora que tudo está resolvido? Documente!

 

Fonte: Linkedin / Daniela Gebelian

 

 

Investir em conhecimento é fundamental